terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As contribuições da Escola na Formação da Geração alt+tab Vera Cavalcante

Enquanto tento colocar o sinal de mais no título entre alt e tab, sem sucesso, por enquanto, reflito sobre as contribuições das escolas na utilização das TIC. Eu, professora, graduada e mestranda tive minha iniciação com o computador, por intermédio do curso de Pedagogia do Projeto UFBA/Irecê,em 2004 e ainda me confronto como consumidora das tecnologias. E uma consumidora não compulsiva, visto que é vencida pelo sinal de mais, que se recusa a aparecer, no meu notebook, ignorando as  tentativas frustradas dessa usuária/consumista, que atualmente,critica essa postura e se propõe a refletir e, se possível, intervir em busca de mudanças na realidade diagnosticada,concernente ao uso das TIC.

Ao visitar duas escolas com o intuito de observar aspectos diversos, me deparei com situações diferentes, mas, nenhuma delas favorecia o uso das tecnologias. Em uma das escolas, o laboratório de informática, não funciona há dois anos aproximadamente,devido a baixa velocidade da internet e problemas com a eletricidade.Nesse espaço climatizado com vários computadores, encontramos um professor planejando e aproveitava, apenas, o ar condicionado.

Em outra escola localizada noutro município, os computadores ainda estavam encaixotados, pois o provedor foi roubado e estão aguardando que o  MEC envie outro computador.Entretanto, enquanto esperá-se a resolução da baixa velocidade da internet e do roubo do provedor,nas escolas distintos, a interação continua a acontecer nos pátios, pois, nesses espaços é permitido utilizar o celular após pegá-lo na secretaria da escola, onde fica guardado durante a aula.

Mediante essa realidade, eu me questionei a respeito da atuação da escola na formação dessa geração para a interatividade, para a criticidade, para uma relação ativa com as TIC e nas redes sociais. Como contribuirão as escolas para\com a geração alt+tab nos processos do exercício da cultura e relação ativa com as TIC? Quando não permitem o uso do celular na sala, se não possui bom acesso a internet, e onde os computadores permanecem encaixotados.

O avanço tecnológico pode assustar os professores que invés de usá-las em prol da educação prefere proibi-la nas escolas, deixando de contribuir com essa geração que se organizam e invadem as ruas das cidades; reivindicando direitos diversos sem uma liderança especifica, evidenciando uma organização estilo bottom-up com a horizontalidade nas vontades diversas e lembrando uma colônia de formigas que  não carecem de um líder, pois todos são lideres de seus ideais.

A escola possivelmente, nem se deu conta das ocupações das ruas, pela geração alt+tab, para  reivindicações individuais e coletivas com divulgação em tempo real nos meios de comunicação.Enquanto a mídia tradicional ficava perdida e atrasada em comparação a eles, por vezes subestimada nas escolas, mas, que se organizam tal qual colônia de formigas, de baixo para o alto exemplificando a  autonomia coletiva,  sem a intervenção da escola.

Qual foi o papel da escola na organização desses jovens com firmes propósitos e organizados nos diversos lugares das aprendizagens (ruas, mídia, smartfone, comunicação, interatividade)? A escola contribuiu com esse movimento sincronizado e diversificado e possibilitar a essas crianças/adolescentes a interação com as TIC, para que eles não permaneçam apenas como consumidores, e passem a ser produtores\remixadores de conhecimentos e atuantes nos softwer livre? Os professores querem enfrentar as dificuldades e aprender sobre e nas redes, desde a conectividade mais ampla até a resolução  das pequenas dificuldades, como colocar o sinal de + entre o alt e tab nessa geração?

Em meio as constatações ficam muitas interrogações e uma certeza: Vivemos em um  mundo interligado e cheio de perspectivas, no qual,  uma cultura só se mantém viva quando interligadas a outras culturas e quando a permuta de idéias gera outras idéias melhores e coletivas. Mediante todo o contexto, a escola não pode se omitir em colaborar com a inclusão tecnológica dos educando.

Jovem comprando sandália, interação WhatsApp. Jade Cavalcante e Andressa Dantas.








sábado, 14 de dezembro de 2013

Abóboras na carroça ( Vera Cavalcante)

                              
Previamente selecionadas por um processo seletivo/qualificativo e realizado em três etapas. As abóboras embaladas em camadas protetoras e preventivas contra rachaduras, seriam transportadas de um lugar de acomodação onde estavam ligadas a um caule provedor de seiva vitalícia .
Apenas um provedor vitalício? Seria essa a melhor maneira de ser nutrida?
As abóboras jogadas dentro da carroça, em suas proteções embaladas iriam ser transportadas da vitalicia acomodação, com suas camadas de proteção.
Embaladas e no movimento da carroça, as incomodadas abóboras iriam se acomodar?
Os solavancos iniciais causados pelo ingrime terreno começou a causar atrito e a rasgar algumas camadas das embalagens, expondo às equivocadas ilusões em permanecer embaladas e devidamente protegidas.
Os solavancos da caminhada pode derrubar da carroça alguma abóbora e amassar outras? Possivelmente...Mas, esperá-se que ao final da jornada-essa, todas as abóboras, mesmo exposta, arranhadas, permaneçam inteiras e em condições para o fim ao qual foram colhida e selecionada. Um bom ensopado,um picadinho delicioso ou não.

Esperá-se que as abóboras expostas,machucadas conservem a sua essência e amadureça a sua existência cabendo a função a elas atribuída: Enredadas pela situação e interligadas entre si e como todo.Possibilitar o suprir/nutrir uma ou várias necessidades solicitadas.

A obsolescência planejada gera o consumismo que gera a infelicidade. O pior é que isso se estende às relações.