Enquanto
tento colocar o sinal de mais no título entre alt e tab, sem sucesso, por enquanto, reflito sobre as contribuições das
escolas na utilização das TIC. Eu, professora, graduada e mestranda tive minha iniciação
com o computador, por intermédio do curso de Pedagogia do Projeto UFBA/Irecê,em
2004 e ainda me confronto como consumidora das tecnologias. E uma consumidora
não compulsiva, visto que é vencida pelo sinal
de mais, que se recusa a aparecer, no
meu notebook, ignorando as
tentativas frustradas dessa usuária/consumista, que atualmente,critica essa
postura e se propõe a refletir e, se possível, intervir em busca de mudanças na
realidade diagnosticada,concernente ao uso das TIC.
Ao
visitar duas escolas com o intuito de observar aspectos diversos, me deparei
com situações diferentes, mas, nenhuma delas favorecia o uso das tecnologias.
Em uma das escolas, o laboratório de informática, não funciona há dois anos
aproximadamente,devido a baixa velocidade da internet e problemas com a
eletricidade.Nesse espaço climatizado com vários computadores, encontramos um
professor planejando e aproveitava, apenas,
o ar condicionado.
Em
outra escola localizada noutro município, os computadores ainda estavam
encaixotados, pois o provedor foi roubado e estão aguardando que o MEC envie outro computador.Entretanto,
enquanto esperá-se a resolução da baixa velocidade da internet e do roubo do
provedor,nas escolas distintos, a interação continua a acontecer nos pátios,
pois, nesses espaços é permitido utilizar o celular após pegá-lo na secretaria
da escola, onde fica guardado durante a aula.
Mediante essa realidade, eu me questionei a respeito da atuação da escola na formação dessa geração para a interatividade, para a criticidade, para uma relação ativa com as TIC e nas redes sociais. Como contribuirão as escolas para\com a geração alt+tab nos processos do exercício da cultura e relação ativa com as TIC? Quando não permitem o uso do celular na sala, se não possui bom acesso a internet, e onde os computadores permanecem encaixotados.
O avanço
tecnológico pode assustar os professores que invés de usá-las em prol da
educação prefere proibi-la nas escolas, deixando de contribuir com essa geração
que se organizam e invadem as ruas das cidades; reivindicando direitos diversos
sem uma liderança especifica, evidenciando uma organização estilo bottom-up com a horizontalidade nas vontades
diversas e lembrando uma colônia de formigas que não carecem de um líder, pois todos são
lideres de seus ideais.
A
escola possivelmente, nem se deu conta das ocupações das ruas, pela geração
alt+tab, para reivindicações individuais
e coletivas com divulgação em tempo real nos meios de comunicação.Enquanto a
mídia tradicional ficava perdida e atrasada em comparação a eles, por vezes subestimada nas escolas, mas, que
se organizam tal qual colônia de formigas, de baixo para o alto exemplificando
a autonomia coletiva, sem a intervenção da escola.
Qual
foi o papel da escola na organização desses jovens com firmes propósitos e
organizados nos diversos lugares das aprendizagens (ruas, mídia, smartfone,
comunicação, interatividade)? A escola contribuiu com esse movimento sincronizado
e diversificado e possibilitar a essas crianças/adolescentes a interação com as
TIC, para que eles não permaneçam apenas como consumidores, e passem a ser produtores\remixadores
de conhecimentos e atuantes nos softwer livre? Os professores querem enfrentar
as dificuldades e aprender sobre e nas redes, desde a conectividade mais ampla
até a resolução das pequenas
dificuldades, como colocar o sinal de + entre o alt e tab nessa geração?
Em
meio as constatações ficam muitas interrogações e uma certeza: Vivemos em um
mundo interligado e cheio de perspectivas, no qual, uma cultura só se mantém viva quando
interligadas a outras culturas e quando a permuta de idéias gera outras idéias
melhores e coletivas. Mediante todo o contexto, a escola não pode se omitir em
colaborar com a inclusão tecnológica dos educando.
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Cara Vera, o final do seu texto : "a escola não pode se omitir em colaborar com a inclusão tecnológica dos educando" casa-se com a oservação feita pelo professor Nelson acerca da responsabilidade ou da omissão do poder público que tem sua parcela - talvez a mais importante - na oferta de Intenet banda larga nas escolas. Estas, sozinhas, pouco ou nada pode fazer se a função do poder público não for cumprida à rica. Acrescento, ainda, que a realidade em nossa rede é muito semelhante e carece de uma mudança, sob pena de funcionarem apenas como depósito de computadores (muitas vezes ultrapassados), crianças e professores alheios aos avanços das TICs e do imenso potencial (in)formativo desse mecanismo.
ResponderExcluirPenso que podemos pensar em um projeto de intervenção que possa atender/suprir pelo menos algumas das necessidades emergentes da escola,com relação ao software livre e interatividade para/entre as crianças.
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